A política ambiental europeia relativa às emissões poluentes dos veículos automóveis começou a dar os primeiros passos em 1988, materializada pela Directiva 88/77/EEC, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes às medidas a tomar contra a emissão de gases poluentes pelos motores diesel utilizados em veículos. A partir de 1992 entraram em vigor os standards para a construção de veículos, com os seguintes mapas propostos:
Nota:
A notação Euro 1… 6 aplica-se a ligeiros. As emissões são medidas em g/km;
A notação Euro I… VI aplica-se a pesados (HD = Heavy Duty). As emissões são medidas em g/kWh.


Em adição aos requerimentos Euro IV e Euro V, os veículos têm também de cumprir a Directiva 2005/78/EC sobre diagnóstico a bordo (OBD – On Board Diagnostic), durabilidade do sistema e cumprimento em uso. Os testes efectuados ciclicamente pelo OBD verificam também o VIN do veículo e as respectivas versões de software para garantir que não há lugar a viciação do sistema. Se os limites forem ultrapassados, além da limitação do binário, as medições ficam registadas e podem ser consultadas via conector OBD pelas autoridades, que podem aplicar coimas severas.
O OBD é introduzido em 3 fases:
OBD I – Outubro de 2006
OBD I + – Outubro de 2007
OBD II – Outubro de 2009
Todas estas fases incluem testes funcionais bem como cumprem os requisitos de durabilidade e cumprimento em uso.
OBD I +
- Foi acrescentado um sensor de NOx
- Sinal de aviso se os níveis de NOx forem superiores a 5,2 g/kWh
- Limitação de binário até 40% se os níveis de NOx forem superiores 7.0 g/kWh
OBD II
- Sinal de aviso se os níveis de NOx forem superiores a 3,0 g/kWh
- Limitação de binário até 40% se os níveis de NOx forem superiores 4,0 g/kWh
Durabilidade
A regulamentação do OBD obriga a que os sistemas funcionem integralmente durante 200 000 km ou 6 anos para veículos de peso bruto inferior a 16 t e 500 000 km ou 7 anos para veículos de peso bruto superior a 16 t;
Cumprimento durante a utilização
Conforme a mesma regulamentação, para alguns tipos de veículo, os valores de emissões gasosas são medidos durante toda a sua vida útil.
Para fazer face à nova tendência, os construtores de veículos desenvolveram soluções que usam diferentes recursos para atingirem o mesmo fim. As duas principais e que abrangem a quase totalidade dos construtores, são o EGR (Exhaust Gas Recirculation) e o SCR (Selective Catalytic Reduction).
SCR - Selective Catalytic Reduction

Com o sistema SCR, a injecção é optimizada sem ter em conta a variação de gases contaminantes. A emissão de partículas sólidas é reduzida.
Através da injecção de AdBlue(*) na panela de escape e da passagem dos gases pelo catalisador, dão-se reacções químicas que transformam os NOx em azoto e vapor de água.
Vantagens: não afecta o comportamento do motor permitindo afinações óptimas.
Inconvenientes: o AdBlue acresce ao consumo de combustível e é melindroso em termos de contaminantes.
(*) - AdBlue – solução aquosa de ureia (32,5%) em água desmineralizada. Transparente, não tóxica e de manuseamento seguro, deve ter-se em conta que é corrosiva para alguns metais pelo que deve ser transportada e armazenada em vasilhame adequado.
EGR - Exhaust Gas Recirculation

Este método arrefece os gases antes de os introduzir de novo no colector de admissão, já que a produção de NOx se dá a altas temperaturas (> 1300º C). O fluxo de gases que regressa é desviado pela válvula EGR que funciona através de vácuo, ar comprimido ou electricamente, comandada através do processador que gere o motor, recebendo informação dos diversos sensores. Deixa passar um fluxo de gases de escape maior ou menor, conforme a prestação do motor. Este método para reduzir os NOx produz uma maior quantidade de partículas sólidas pelo que é sempre combinado com um filtro de partículas.
Vantagens: não há necessidade de aditivos nem custos relacionados.
Inconvenientes: ponto de equilíbrio entre ar, combustível e gases de difícil afinação; nível de partículas sólidas, elevado; consumo de combustível mais elevado; manutenção mais apertada.
Embora os construtores advoguem a superioridade do sistema que usam, a verdade é entre os construtores europeus de pesados, todos usam as duas técnicas. É muito difícil afirmar com clareza e ausência de dúvida que uma técnica é melhor do que a outra.
