ISUZU PROVAL
 
EVICAR NORTE - ISUZU

INFORMAÇÃO TÉCNICA

CERTIFICADO DE APTIDÃO PARA MOTORISTA E DA CARTA DE QUALIFICAÇÃO DE MOTORISTA (CAM)

O prazo para a obtenção do CAM (Certificado de Aptidão para Motorista) para consequente obtenção da CQM (Carta de Qualificação de Motorista) termina em 31 de Dezembro de 2011.
A CAM é um documento emitido por entidades formadoras qualificadas pelo IMTT após o formando terminar com aproveitamento uma das acções previstas para o efeito.

 

Tipos de qualificação:
Qualificação inicial (1) categorias C (mercadorias) – para motoristas que tenham obtido carta de condução após 9 de Setembro de 2009.
Qualificação inicial (1) categorias D (autocarros) – para motoristas que tenham obtido carta de condução após 9 de Setembro de 2008;
Qualificação contínua – após a inicial, de 5 em 5 anos (35 horas), ou, para quem obteve carta de condução “C” antes de 10 de Setembro de 2009 ou “D” antes de 10 de Setembro de 2008, segundo o seguinte calendário:

Categoria “D” (autocarros)
Até 10 de Setembro de 2011, os que nesta data tiverem idade não superior a 30 anos;
Até 10 de Setembro de 2012, os que nesta data tiverem idade compreendida entre 31 e 40 anos;
Até 10 de Setembro de 2013, os que nesta data tiverem idade compreendida entre 41 e 50 anos;
Até 10 de Setembro de 2015, os que nesta data tiverem idade superior a 50 anos.
Categoria “C” (mercadorias)
Até 10 de Setembro de 2012, os que nesta data tiverem idade não superior a 30 anos;
Até 10 de Setembro de 2013, os que nesta data tiverem idade compreendida entre 31 e 40 anos;
Até 10 de Setembro de 2014, os que nesta data tiverem idade compreendida entre 41 e 50 anos;
Até 10 de Setembro de 2016, os que nesta data tiverem idade superior a 50 anos.

(1) - A qualificação inicial pode ser “acelerada” ou “normal”.

Qualificação inicial acelerada (140 horas):
A partir da idade de 18 anos, veículos das subcategorias C1 e C1+E;
A partir da idade de 21 anos, veículos das categorias C e C+E e subcategorias D1 e D1+E;
A partir da idade de 23 anos, veículos das categorias D e D+E.
Qualificação inicial normal (280 horas):
A partir da idade de 18 anos, veículos das subcategorias C e C+E;
A partir da idade de 21 anos, veículos das categorias D e D+E.

 

Isenções
Não são abrangidos os motoristas de veículos:

• Cuja velocidade máxima autorizada não ultrapasse 45 km/h;
• Ao serviço ou sob o controlo das forças armadas, das forças de segurança, dos bombeiros ou da protecção civil;
• Submetidos a ensaios de estrada para fins de aperfeiçoamento técnico, reparação ou manutenção;
• Novos ou transformados que ainda não tenham sido postos em circulação;
• Utilizados em situações de emergência ou afectos a missões de salvamento;
• Utilizados nas aulas de condução automóvel, com vista à obtenção da carta de condução ou do certificado de aptidão para motorista (CAM);
• Com lotação até 14 lugares, incluindo o condutor, utilizados para o transporte não comercial de passageiros, para fins privados;
• Com peso bruto até 7500 kg, utilizados para o transporte não comercial de bens, para fins privados;
• Que transportem materiais ou equipamentos para o exercício da profissão do condutor, desde que a condução do veículo não seja a sua actividade principal.

 

EGR (Exhaust Gas Recirculation)
VS
SCR (Selective Catalytic Reduction)

A política ambiental europeia relativa às emissões poluentes dos veículos automóveis começou a dar os primeiros passos em 1988, materializada pela Directiva 88/77/EEC, relativa à aproximação das legislações dos Estados-membros respeitantes às medidas a tomar contra a emissão de gases poluentes pelos motores diesel utilizados em veículos. A partir de 1992 entraram em vigor os standards para a construção de veículos, com os seguintes mapas propostos:

Nota:
A notação Euro 1… 6 aplica-se a ligeiros. As emissões são medidas em g/km;
A notação Euro I… VI aplica-se a pesados (HD = Heavy Duty). As emissões são medidas em g/kWh.

Em adição aos requerimentos Euro IV e Euro V, os veículos têm também de cumprir a Directiva 2005/78/EC sobre diagnóstico a bordo (OBD – On Board Diagnostic), durabilidade do sistema e cumprimento em uso. Os testes efectuados ciclicamente pelo OBD verificam também o VIN do veículo e as respectivas versões de software para garantir que não há lugar a viciação do sistema. Se os limites forem ultrapassados, além da limitação do binário, as medições ficam registadas e podem ser consultadas via conector OBD pelas autoridades, que podem aplicar coimas severas.

O OBD  é introduzido em 3 fases:
OBD I     – Outubro de 2006
OBD I +  – Outubro   de 2007
OBD II    – Outubro de 2009

Todas estas fases incluem testes funcionais bem como cumprem os requisitos de durabilidade e cumprimento em uso.

OBD I +
- Foi acrescentado um sensor de NOx
- Sinal de aviso se os níveis de NOx forem superiores a 5,2 g/kWh 
- Limitação de binário até 40% se os níveis de NOx forem superiores 7.0 g/kWh

OBD II
- Sinal de aviso se os níveis de NOx forem superiores a 3,0 g/kWh
- Limitação de binário até 40% se os níveis de NOx forem superiores 4,0 g/kWh

Durabilidade
A regulamentação do OBD obriga a que os sistemas funcionem integralmente durante 200 000 km ou 6 anos para veículos de peso bruto inferior a 16 t  e 500 000 km ou 7 anos para veículos de peso bruto superior a 16 t;

Cumprimento durante a utilização
Conforme a mesma regulamentação, para alguns tipos de veículo, os valores de emissões gasosas são medidos durante toda a sua vida útil.

Para fazer face à nova tendência, os construtores de veículos desenvolveram soluções que usam diferentes recursos para atingirem o mesmo fim. As duas principais e que abrangem a quase totalidade dos construtores, são o EGR (Exhaust Gas Recirculation e o SCR (Selective Catalytic Reduction).

 

SCR - Selective Catalytic Reduction

Com o sistema SCR, a injecção é optimizada sem ter em conta a variação de gases contaminantes. A emissão de partículas sólidas é reduzida.

Através da injecção de AdBlue(*) na panela de escape e da passagem dos gases pelo catalisador, dão-se reacções químicas que transformam os NOx em azoto e vapor de água.

Vantagens: não afecta o comportamento do motor permitindo afinações óptimas.
Inconvenientes: o AdBlue acresce ao consumo de combustível e é melindroso em termos de contaminantes.

(*) - AdBlue – solução aquosa de ureia (32,5%) em água desmineralizada. Transparente, não tóxica e de manuseamento seguro, deve ter-se em conta que é corrosiva para alguns metais pelo que deve ser transportada e armazenada em vasilhame adequado.

 

EGR - Exhaust Gas Recirculation

Este método arrefece os gases antes de os introduzir de novo no colector de admissão, já que a produção de NOx se dá a altas temperaturas (> 1300º C). O fluxo de gases que regressa é desviado pela válvula EGR que funciona através de vácuo, ar comprimido ou electricamente, comandada através do processador que gere o motor, recebendo informação dos diversos sensores. Deixa passar um fluxo de gases de escape maior ou menor, conforme a prestação do motor. Este método para reduzir os NOx produz uma maior quantidade de partículas sólidas pelo que é sempre combinado com um filtro de partículas.

Vantagens: não há necessidade de aditivos nem custos relacionados.
Inconvenientes: ponto de equilíbrio entre ar, combustível e gases de difícil afinação; nível de partículas sólidas, elevado; consumo de combustível mais elevado; manutenção mais apertada.

Embora os construtores advoguem a superioridade do sistema que usam, a verdade é entre os construtores europeus de pesados, todos usam as duas técnicas. É muito difícil afirmar com clareza e ausência de dúvida que uma técnica é melhor do que a outra.

ECO-CONDUÇÃO E ECO-ATITUDE


 


CAIXA DE VELOCIDADES AUTOMÁTICA
ISUZU NEES2

De forma a simplificar o conceito, podemos dizer que a NEES2 ISUZU é uma caixa de velocidades manual com controlo automático, ou robotizada, como também se ouve. As mudanças são "trocadas" por actuadores electromagnéticos geridos por uma unidade electrónica, que garante o melhor desempenho. Também possui a função manual, funcionando como uma caixa sequencial dependente do condutor. Não possui a tradicional embraiagem mas sim uma embraiagem fluida (conversor de binário) que é "trancada" a partir dos 10 km/h de forma a anular o deslizamento.

Em modo automático podemos recorrer à função "Econo" e as mudanças automáticas ocorrem a rotações mais baixas (1 000 a 1 500), promovendo ainda mais a economia de combustível. O veículo arranca sempre em 2ª a não ser que a 1ª seja ordenada de forma manual.

O impulso de arranque pode ser ajustado através de um botão, de forma que corresponda à sensibilidade do condutor e proporcione arranques suaves.

As vantagens que se retiram deste equipamento (disponível para toda a Série N), são inúmeras:
Facilidade de condução – permite encarar de forma agradável, tarefas que são aborrecidas, por exemplo, a distribuição porta – a – porta; 
Segurança – permite que a atenção do condutor esteja sempre focada no trânsito;
Economia de combustível – quer utilizando o modo automático normal, mas sobretudo no modo “Econo”, o aforro de combustível que proporciona, permite custos de exploração muito baixos;

Economia na manutenção – porque não existe a tradicional embraiagem, deixa de ser necessário substituir discos de embraiagem, cuja duração depende directamente do trabalho executado e da aptidão do condutor  (para o segmento das 3,5 t às 7,5 t, calcula-se que a duração de uma embraiagem é de 150 000 km).

ISUZU NEES2

 

O BINÁRIO

O conceito de binário - ou “torque” na versão brasileira - pode parecer à primeira vista, algo de difícil compreensão.

Na realidade não é tanto assim, como concluiremos através de alguns exemplos simples. Quando, por exemplo, rodamos uma torneira, a tampa de um frasco, ou desapertamos um parafuso, aplicamos um binário. Fazemos “força”. Esta força é medida em Nm (Newton metro).

O binário pode ser multiplicado (ou desmultiplicado), através de sistemas mecânicos, tais como rodas dentadas ou roldanas. Se considerarmos o sistema de roldanas esboçado abaixo e aplicarmos um binário de 50 Nm na mais pequena, vamos obter na maior 100 Nm. Há um aumento de binário proporcional ao raio das roldanas. Refiramos, no entanto, que a potência se mantém inalterável.

Já podemos neste momento inferir que uma caixa de velocidades é um conversor variável de binário, bem como a relação pinhão / coroa junto ao diferencial. Apesar da potência do motor se manter inalterável, conseguimos que nas rodas de tracção, o binário seja multiplicado várias vezes.

Também podemos referir que à custa de dispositivos no turbo-compressor do género “by-pass”  ou geometria variável, conseguem-se excelentes binários a baixa rotação. É preferível dispor de um bom binário numa ampla faixa de rotações do que um binário muito alto numa faixa minúscula de rotação.